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Mostrando postagens com o rótulo intervenção

O que é neurofeedback e quais indicações?

Tem intervenção nova na clínica e isso merece um novo post! Ano passado fiz mais um curso pensando em como poderia auxiliar ainda mais meus clientes, principalmente crianças, além da formação de terapia cognitivo comportamental e neuropsicologia. Além de estudar reabilitação neuropsicológica, fazer a formação como tutora Cogmed, que é um treinamento de memória operacional, busquei conhecer a modalidade do neurofeedback. Desde então, é só estudo! Bom, o neurofeedback é um tipo específico de biofeedback ou biorretroalimentação, que, através de equipamentos eletrônicos, fornecem informações sobre processos fisiológicos corporais como frequência cardíaca, respiração, temperatura e ondas elétricas cerebrais. O neurofeedback  fornece informações sobre as frequências e amplitudes das ondas elétricas cerebrais e, através do condicionamento operante, é possível restabelecer padrões eletrofisiológicos adequados. Assim, é uma intervenção não-invasiva para o tratamento de quadros neurológ...

Prancha para trabalhar atenção e discriminação

Para trabalharmos função atentiva e discriminação, podemos iniciar com treino cognitivo, através de formas simples e registrar: erros, acertos, tempo de reação e tempo total da atividade. Conforme o paciente for diminuindo o seu tempo, é possível sofisticar os estímulos e cada vez mais aproximá-los do estímulos do cotidiano (por exemplo: busca de objetos em casa, no supermercado...) Obs: não conheço a fonte, assim que possível indico aqui!

Pranchas para aprendizagem de comportamentos funcionais

Essas pranchas são utilizadas em estimulação infantil, principalmente com crianças com déficit de comunicação. É possível adaptar estas pranchas para tornar o dia-a-dia do idoso cada vez mais funcional. 1ª dica: Recortar as figuras e colocá-las fora de ordem e, através de instruções verbais, solicitar que o idoso coloque em ordem. Importante é minimizar erros, impedindo que o idoso "erre" a ordem.  2ª dica: Deixar na ordem próximo dos ambientes da residência: passo a passo antes de acorda (no quarto) na hora da alimentação, como pistas visuais. Obs: figura retirada do site:http://www.assistiva.com.br/ (Vale a pena a leitura do site!!)

Como trabalhar funções executivas no envelhecimento

As funções executivas são utilizadas a todo momento pelo ser humano, nos mais diferentes contextos. Estas funções incluem raciocínio lógico, criação e utilização de estratégia, capacidade de planejamento e gerenciamento, tomada de decisões. Além disso, as funções executivas são primordiais para organização e planejamento de ações, manutenção de iniciativa, estabelecimento e alcance de metas, bem como a reformulação destas quando não alcançadas. Durante o envelhecimento, é esperado que esta função apresente algum declínio e, em quadros patológicos, o comprometimento das funções executivas impactam diretamente no dia-a-dia. Seguem algumas sugestões de tarefas de estimulação e reabilitação das funções executivas.

Treino cognitivo - parte 2

Mais sugestões para desenvolvimento de tarefas de treino cognitivo!

Exemplo de treino cognitivo

Bom, em um processo de reabilitação neuropsicológica, o treino cognitivo certamente estará presente. Observe que um processo de reabilitação, que busca evidências e melhora no dia-a-dia do paciente não poderá ser composto somente por treino cognitivo, mas sim, por estratégias compensatórias, TOR, psicoterapia, psicoeducação, desenvolvimento de habilidades, trabalho em grupo...enfim, um plano de reabilitação deve ser personalizado, coerente com as metas do paciente, mensurável e que tenha impacto no dia-a-dia. Por isso o treino cognitivo tornar-se parte do plano e não somente elemento único. Exemplos de tarefas de treino cognitivo:

Tarefa memória semântica parte 2

Tarefa de memória semântica -parte 1

Terapia de orientação para a realidade

     No processo de reabilitação neuropsicológica voltada a memória, as possibilidades de intervenção se dão através de estratégias de compensação, isto é, utilizar modalidades da memória que estejam preservadas para compensar outra modalidade ou por meio das habilidades residuais da modalidade de memória que está prejudicada, apostando em diferentes tipos de neuroplasticidade. Identifica-se que, qualquer que seja a estratégia, o objetivo é melhor a performance possível do paciente e não modificar a habilidade que o paciente possui. Por isso, torna-se fundamental conhecer a história pregressa do paciente, compreender como ele funcionou até o presente momento, quais estratégias foram utilizadas ao longo da vida.         Dentro da reabilitação neuropsicológica do idoso, uma boa estratégia é trabalhar com a Terapia de Orientação para a realidade (TOR). A TOR foi desenvolvida por James Folson, em 1968, visando a redução da desorientação e confusão nos i...

Dicas para reabilitação neuropsicológica Alzheimer - parte 4

Por fim, na DA grave, as alterações cognitivas são globais, fazendo com que o paciente perca a autonomia para realização das atividades de vida diária, necessitando de assistência permanente. ·   Escrita e funções motoras : organização de tarefas motoras simples, pois o comprometimento está bastante presente. ·       Memória e percepção: reconhecimento visual das características físicas dos objetos (cor, tamanho, textura), reconhecimento de objetos simples do cotidiano (objetos da casa, figuras geométricas) e tarefas autobiográficas. Manipulação de objetos do cotidiano (uso da colher, pente) através de imitação e, posterior execução. ·       Orientação espacial e autopsiquíca: reconhecimento espacial básico, como dentro e fora, aberto e fechado.

Dicas de reabilitação neuropsicológica para Alzheimer - parte 3

Na medida em que a doença progride, as alterações cognitivas tornam –se cada vez mais presentes, que se manifestam pelos quadros de agnosia, afasia e apraxia. Estas alterações implicam na dificuldade de reconhecimento de objetos, redução na nomeação de objetos e na coordenação motora. Tarefas que devem ser utilizadas: ·    Orientação temporal, espacial e autopsiquíca : organização de uma agenda ou diário, calendário preenchido com as tarefas a serem feitas (semanal) e tarefas baseadas na Terapia de Orientação à realidade. ·       Memória remota : tarefas de evocação utilizando pistas semânticas ou fonéticas. ·        Linguagem : exercícios fáceis de ditado ou cópia de frases, palavras com repetição diária. ·        Cálculo : tarefas de cálculo básico e reconhecimento de números. ·       Percepção : reconhecimento de objetos cotidianos através da estimulação dos diferentes sen...

Dicas de reabilitação neuropsicológica na doença de Alzheimer - Parte 2

A Doença de Alzheimer será utilizada como modelo, por apresentar início insidioso e curso progressivo, com declínio cognitivo que impactam atividades de vida diária. As tarefas de reabilitação neuropsicológica precisam ser estruturadas de acordo com as classificações leve, moderada e grave.  Em fases iniciais, a dificuldade de memória é a queixa mais presente, porém, outros déficits já estão instalados. Os déficits podem alterar atividades como planejamento de atividades cotidianas (fazer compras, preparar-se para uma saída, ida ao banco), dificuldade na manutenção de uma conversa, armazenar uma notícia lida ou vista na televisão, recordar nomes de pessoas próximas, consultas ou agendamentos em médicos e por fim, resolver um mesmo problema de formas diferentes. Essas dificuldades podem ser observadas no dia-a-dia como questões próprias do envelhecimento ou como manifestações da DA em fase leve. Cabe nesta fase, estruturar um trabalho com as seguintes tarefas: ·  ...

Dicas de reabilitação neuropsicológica na doença de Alzheimer - Parte 1

O diagnóstico de um quadro demencial é difícil de ser realizado, principalmente da Doença de Alzheimer (DA), pois baseia-se em critérios clínicos  e em exames complementares para excluir outros quadros. Além disso, os estudos acerca das bases biológicas e genéticas da DA ainda estão em andamento e não devem ser utilizados exclusivamente para realização do diagnóstico ou mesmo para realização de atividades preventivas. Além disso, não existe uma abordagem terapêutica curativa. Dessa forma, o diagnóstico da DA é essencialmente clínico, baseando-se no declínio cognitivo associado ao comprometimento de pelo menos uma função cognitiva.    Para reabilitação neuropsicológica acontecer, além do diagnóstico correto e precoce (quando possível) é necessário a a análise do comprometimento, da relação e suporte familiar existente, bem como o tempo disponível definirá o tipo de intervenção terapêutica. As informações sobre as atividades de vida diária são importantes por seu val...

Atendimentos realizados pela Psicóloga Juliana Lopes Fernandes

Leia sobre cada atendimento oferecido: Avaliação Neuropsicológica : Investiga o funcionamento das funções corticais, tendo como principais objetivos: avaliar nível intelectual, impacto de lesões e transtornos neurológicos (Alzheimer, AVC, Epilepsia etc), auxiliar em diagnósticos de TDAH, Transtornos de Aprendizagem, Dificuldade de Memória, através do exame da funções cognitivas, tais como atenção, memória, linguagem, função executiva, praxia construtiva  etc. Reabilitação Neuropsicológica :   Visa trabalhar com as dificuldades apresentadas pelo pacientes, tais como problemas de memória, atenção, planejamento, raciocínio lento, linguagem através do treino cognitivo e reconstrução de atividades da vida diária do paciente, utilizando estratégias compensatórias e reestruturação. Estimulação Cognitiva :   Visa trabalhar com as dificuldades apresentadas por crianças, tais como problemas de memória, atenção, planejamento, raciocínio lento, linguagem através do trein...

Alimentos que auxiliam na produção de neurônio

Cientistas da Universidade Autônima de Barcelona (UAB) demonstraram – mediante investigação realizada em ratos – que uma dieta rica em polifenóis e ácidos graxos poliinsaturados aumenta a produção das células-tronco no cérebro. Isto significa que as estas substâncias facilitam o nascimento de novos neurônios e em consequência poderia favorecer o atraso da aparição e desenvolvimento do Alzheimer. Os polifenóis são encontrados em alimentos como chá, uva, vinho, frutas, entre outros. Assim mesmo, os ácidos graxos poliinsaturados se encontram em peixes oleosos e vegetais como o milho, a quina, o espinafre. Junto com os antes mencionados estão incluídos os 15 superalimentos, considerados assim por suas valiosas propriedades preventivas dos nutrientes que possuem. O estudo, dirigido pela professora do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UAB, Mercedes Unzeta, foi aplicado em dois grupos de ratos. O primeiro grupo foi alimentado com uma pasta formada por uma mescla de produtos ...

O que é reabilitação cognitiva?

Reabilitação Cognitiva A reabilitação cognitiva visa desenvolver e aplicar recursos no intuito de melhorar a capacidade cognitiva do cliente portador de lesão cerebral ou em déficit/declínio cognitivo, organizando informações e auxiliando no processamento das mesmas com o objetivo de qualidade de vida. Este processo se dá através da organização de exercícios sistemáticos e retreino para trabalhar funções cognitivas, tais como atenção, função executiva, memória, linguagem e outras. No procedimento terapêutico, os exercícios objetivam primeiramente a restauração clínica de funções, e secundariamente a compensação de funções que não reagem bem aos procedimentos de restauração. Embora possa incluir programas de intervenção neurofarmacológica, psicoterapeutica (comportamental, cognitiva ou neuropsicológica), a reabilitação cognitiva não se reduz a tais programas.  O planejamento e eficácia da reabilitação cognitiva deve ser realizada de forma individual, pois, inúmeras variáveis podem...

Vitamina B12 x Doença de Alzheimer

Estudo associa vitamina B12 a menor risco de doença de Alzheimer A vitamina B12, encontrada principalmente em peixes, aves e carnes, pode ajudar a proteger o cérebro contra a doença de Alzheimer, segundo recente estudo do Instituto Karolinska, na Suécia. De acordo com os pesquisadores, o nutriente pode reduzir os níveis de homocisteína no organismo – aminoácido associado a um maior risco de perda de memória, derrame e doença de Alzheimer. Acompanhando, por sete anos, 271 finlandeses com idades entre 65 e 79 anos, os especialistas descobriram que, a cada aumento picomolar (concentrações mínimas) nos níveis sanguíneos de vitamina B12, havia uma redução de 2% nos riscos de desenvolver doença de Alzheimer. E, a cada aumento micromolar da homocisteína, havia um aumento de 16% nos riscos. “Baixos níveis de vitamina B12 são, surpreendentemente, comuns em idosos”, destacou Babak Hooshmand, que coordenou o estudo. Por isso, segundo o especialista, “os resultados mostram a necessid...

Exercício Físico e Terceira Idade

Vantagens do exercício físico na terceira idade Muitas pessoas com mais de 65 anos iniciam uma etapa onde predomina o sedentarismo, reduz-se a atividade física laboral e se apresenta, em alguns casos, alterações mentais. O Dr. Norberto Debbag indica que a incorporação de uma rotina esportiva entre as atividades das pessoas idosas assegura melhor qualidade de vida. Mas não se trata de introduzir a atividade física aleatoriamente. Debbag recomenda a realização de uma avaliação cardiológica a fim de determinar o tipo de atividade física que a pessoa pode realizar, recomendar certa intensidade de trabalho, o tempo de cada sessão e a frequência semanal de prática. Para as pessoas com mais de 65 anos, recomenda-se exercícios de tipo aeróbico que utilizem mais oxigênio. Podem ser incorporados atividades como dança, caminhadas, bicicleta, mas sobretudo se recomenda a natação, pois reduz significativamente a carga sobre as articulações por causa da flutuação. Recomenda-se q...

Reabilitação Neuropsicológica x Doença de Alzheimer

     A doença de Alzheimer (DA) é uma doença degenerativa, de caráter progressivo. Acomete cerca de 6% da população a partir de 65 anos e atinge ápice de prevalência aos 95 anos. A previsão para 2040 é que oito milhões de pessoas apresentem sintomas suficientes para serem diagnosticadas com DA, impactando diretamente na saúde pública e na economia mundial.      O diagnóstico da DA é essencialmente clínico. Para este diagnóstico o paciente deve apresentar déficit em duas ou mais funções cognitivas, tendo piora progressiva da memória e outras funções cognitivas, como atenção, funções executivas e linguagem. Essas alterações devem causar prejuízo significativo nas atividades diárias do pacientes. Como a DA se caracteriza por esse comprometimento cognitivo, a avaliação neuropsicológica é um instrumento que pode e deve auxiliar no diagnóstico diferencial, bem como no monitoramento das alterações cognitivas presentes.      E...