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Mostrando postagens com o rótulo estratégias compensatórias

Mudanças simples no estilo de vida podem proteger o cérebro de quadros demenciais

Sessões de estimulação cognitivas, estruturadas, visando fortalecer funções cognitivas preservadas, aliada a exercícios físicos e boa alimentação, auxiliarão o bom envelhecimento e preserva a reserva cognitiva. Veja no blog dicas para estimulação cognitiva. Fonte: Jornal O Globo RIO - Mudanças simples no estilo de vida simples podem salvar mais de 80 mil pessoas por ano de demência, conforme apontou um importante relatório mundial. A pesquisa sugere que medidas devem ser tomadas muito mais cedo na vida para combater doenças como o Alzheimer, em meio a evidências de que a deterioração do cérebro começa aos 40 anos. As conclusões do relatório serão apresentadas para a Cúpula Mundial de Inovação para a Saúde em Doha, em fevereiro, de acordo com o “Daily Telegraph”. O documento fez com que o ex-ministro da saúde Lord Dazi sugerisse para o público tomar uma atitude de “use-o ou perca-o” para a saúde de seus cérebros. O relatório afirma que 80.294 casos de demência poderiam ser impe...

Prancha para trabalhar atenção e discriminação

Para trabalharmos função atentiva e discriminação, podemos iniciar com treino cognitivo, através de formas simples e registrar: erros, acertos, tempo de reação e tempo total da atividade. Conforme o paciente for diminuindo o seu tempo, é possível sofisticar os estímulos e cada vez mais aproximá-los do estímulos do cotidiano (por exemplo: busca de objetos em casa, no supermercado...) Obs: não conheço a fonte, assim que possível indico aqui!

Brasileiro esquece tudo a cada 4 dias, e anotações são sua memória

A reportagem abaixo me chamou a atenção por dois motivos: primeiro pela importância do diagnóstico correto para que as intervenções possam ser feitas e, em segundo lugar, pelo uso de uma estratégia de auxílio de memória tão útil e pouco utilizado por nós (terapeutas e pacientes). Boa parte do sucesso da reabilitação neuropsicológica está na presença de apoios externos, isto é, recursos que irão facilitar o cotidiano do nosso paciente. Exemplo de recursos externos: agendas (diária, semanal e mensal), alarmes (para beber água, tomar remédios ou mesmo para atividades externas) bilhetes do tipo post-it e calendários (que fiquem próximo ao paciente, na geladeira por exemplo). A grande questão é, que os apoios externos precisam ser incorporados pelo paciente, seu uso precisa ser sistemático e fazer parte da rotina. Uma grande falha dos reabilitadores é inserir um apoio externo, treinar seu uso e depois abandoná-lo, deixando que o paciente sozinho se responsabilize por ele. É imprescindí...

Treino cognitivo - parte 2

Mais sugestões para desenvolvimento de tarefas de treino cognitivo!

Exemplo de treino cognitivo

Bom, em um processo de reabilitação neuropsicológica, o treino cognitivo certamente estará presente. Observe que um processo de reabilitação, que busca evidências e melhora no dia-a-dia do paciente não poderá ser composto somente por treino cognitivo, mas sim, por estratégias compensatórias, TOR, psicoterapia, psicoeducação, desenvolvimento de habilidades, trabalho em grupo...enfim, um plano de reabilitação deve ser personalizado, coerente com as metas do paciente, mensurável e que tenha impacto no dia-a-dia. Por isso o treino cognitivo tornar-se parte do plano e não somente elemento único. Exemplos de tarefas de treino cognitivo:

Tarefa memória semântica parte 2

Tarefa de memória semântica -parte 1

Terapia de orientação para a realidade

     No processo de reabilitação neuropsicológica voltada a memória, as possibilidades de intervenção se dão através de estratégias de compensação, isto é, utilizar modalidades da memória que estejam preservadas para compensar outra modalidade ou por meio das habilidades residuais da modalidade de memória que está prejudicada, apostando em diferentes tipos de neuroplasticidade. Identifica-se que, qualquer que seja a estratégia, o objetivo é melhor a performance possível do paciente e não modificar a habilidade que o paciente possui. Por isso, torna-se fundamental conhecer a história pregressa do paciente, compreender como ele funcionou até o presente momento, quais estratégias foram utilizadas ao longo da vida.         Dentro da reabilitação neuropsicológica do idoso, uma boa estratégia é trabalhar com a Terapia de Orientação para a realidade (TOR). A TOR foi desenvolvida por James Folson, em 1968, visando a redução da desorientação e confusão nos i...

Como trabalhar memória biográfica

Dicas para reabilitação neuropsicológica Alzheimer - parte 4

Por fim, na DA grave, as alterações cognitivas são globais, fazendo com que o paciente perca a autonomia para realização das atividades de vida diária, necessitando de assistência permanente. ·   Escrita e funções motoras : organização de tarefas motoras simples, pois o comprometimento está bastante presente. ·       Memória e percepção: reconhecimento visual das características físicas dos objetos (cor, tamanho, textura), reconhecimento de objetos simples do cotidiano (objetos da casa, figuras geométricas) e tarefas autobiográficas. Manipulação de objetos do cotidiano (uso da colher, pente) através de imitação e, posterior execução. ·       Orientação espacial e autopsiquíca: reconhecimento espacial básico, como dentro e fora, aberto e fechado.

Dicas de reabilitação neuropsicológica para Alzheimer - parte 3

Na medida em que a doença progride, as alterações cognitivas tornam –se cada vez mais presentes, que se manifestam pelos quadros de agnosia, afasia e apraxia. Estas alterações implicam na dificuldade de reconhecimento de objetos, redução na nomeação de objetos e na coordenação motora. Tarefas que devem ser utilizadas: ·    Orientação temporal, espacial e autopsiquíca : organização de uma agenda ou diário, calendário preenchido com as tarefas a serem feitas (semanal) e tarefas baseadas na Terapia de Orientação à realidade. ·       Memória remota : tarefas de evocação utilizando pistas semânticas ou fonéticas. ·        Linguagem : exercícios fáceis de ditado ou cópia de frases, palavras com repetição diária. ·        Cálculo : tarefas de cálculo básico e reconhecimento de números. ·       Percepção : reconhecimento de objetos cotidianos através da estimulação dos diferentes sen...

Dicas de reabilitação neuropsicológica na doença de Alzheimer - Parte 2

A Doença de Alzheimer será utilizada como modelo, por apresentar início insidioso e curso progressivo, com declínio cognitivo que impactam atividades de vida diária. As tarefas de reabilitação neuropsicológica precisam ser estruturadas de acordo com as classificações leve, moderada e grave.  Em fases iniciais, a dificuldade de memória é a queixa mais presente, porém, outros déficits já estão instalados. Os déficits podem alterar atividades como planejamento de atividades cotidianas (fazer compras, preparar-se para uma saída, ida ao banco), dificuldade na manutenção de uma conversa, armazenar uma notícia lida ou vista na televisão, recordar nomes de pessoas próximas, consultas ou agendamentos em médicos e por fim, resolver um mesmo problema de formas diferentes. Essas dificuldades podem ser observadas no dia-a-dia como questões próprias do envelhecimento ou como manifestações da DA em fase leve. Cabe nesta fase, estruturar um trabalho com as seguintes tarefas: ·  ...

Dicas de reabilitação neuropsicológica na doença de Alzheimer - Parte 1

O diagnóstico de um quadro demencial é difícil de ser realizado, principalmente da Doença de Alzheimer (DA), pois baseia-se em critérios clínicos  e em exames complementares para excluir outros quadros. Além disso, os estudos acerca das bases biológicas e genéticas da DA ainda estão em andamento e não devem ser utilizados exclusivamente para realização do diagnóstico ou mesmo para realização de atividades preventivas. Além disso, não existe uma abordagem terapêutica curativa. Dessa forma, o diagnóstico da DA é essencialmente clínico, baseando-se no declínio cognitivo associado ao comprometimento de pelo menos uma função cognitiva.    Para reabilitação neuropsicológica acontecer, além do diagnóstico correto e precoce (quando possível) é necessário a a análise do comprometimento, da relação e suporte familiar existente, bem como o tempo disponível definirá o tipo de intervenção terapêutica. As informações sobre as atividades de vida diária são importantes por seu val...