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Dicas de reabilitação neuropsicológica na doença de Alzheimer - Parte 1

O diagnóstico de um quadro demencial é difícil de ser realizado, principalmente da Doença de Alzheimer (DA), pois baseia-se em critérios clínicos  e em exames complementares para excluir outros quadros. Além disso, os estudos acerca das bases biológicas e genéticas da DA ainda estão em andamento e não devem ser utilizados exclusivamente para realização do diagnóstico ou mesmo para realização de atividades preventivas. Além disso, não existe uma abordagem terapêutica curativa.
Dessa forma, o diagnóstico da DA é essencialmente clínico, baseando-se no declínio cognitivo associado ao comprometimento de pelo menos uma função cognitiva.

   Para reabilitação neuropsicológica acontecer, além do diagnóstico correto e precoce (quando possível) é necessário a a análise do comprometimento, da relação e suporte familiar existente, bem como o tempo disponível definirá o tipo de intervenção terapêutica. As informações sobre as atividades de vida diária são importantes por seu valor clínico e para o trabalho de intervenção, pois, através da rotina do paciente, podemos conhecer preferências, habilidades e competências, que permitirão ser trabalhadas e permitindo que o paciente viva de forma mais autônoma, independente e participativo socialmente.

     Em seu plano de reabilitação neuropsicológica, devem ser estabelecidas metas de curto, médio e longo prazo. As tarefas deverão abranger  estratégias de treinamento cognitivo, estratégias compensatórias, estruturação do ambiente e orientação e suporte aos familiares e cuidadores de forma integrada, isto é, de acordo com o ambiente que o paciente encontra-se inserido. Dessa forma, o conceito básico da reabilitação é a organização, isto é, as atividades devem ser organizadas e adequadas as necessidades e capacidades residuais do paciente,


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